terça-feira, 5 de agosto de 2014

Escultura Modular - Castelo (Tales D'Emídio)

1. PROPOSTA

Foi proposto como atividade em sala, a construção de uma escultura modular , com o tema de: “cidades invisiveis”, tema bastante amplo, a ideia parece ter se desenvolvido também para que estes trabalhos da turma relacionassem entre si posteriormente em uma grande “maquete” de cidade.

2. MÓDULO

Foi proposto pelo próprio professor que os trabalhos poderiam usar de um módulo unificado, algo barato e de fácil confecção, então o módulo definido foi o BIT (cuja tradução digital é conhecida com voxel, ou pixel volumétrico), pequenos cubos de madeira com 1,5 cm x 1,5 cm , No entanto trabalhar com o material se mostrou muito mais desafiador do que o esperado, seja pela falta de ferramentas ideais e/ou pela inexperiência da turma ( que participou dos cortes na madeira), quase todas as peças apresentavam falhas e irregularidades mesmo após lixamento, recebi em torno de 120 bits.

3. CONCEITO

Como as peças de bits me remetiam ao lego, Um brinquedo que fez parte de minha infãncia, Decidi retornar áquele tempo e pelos olhos de uma criança imaginar a coisa mais importante de uma cidade, minha conclusão foi bem rápida: um castelo, os castelos eram como o coração de uma cidade na idade média, e estas construções fortificadas permaneceram séculos praticamente inabaláveis até sua completa obsolecencia, no entanto estes continuam firmes e fortes no imaginário de crianças do mundo todo, sendo palco para contos de fadas e milhares de enredos de jogos eletrônicos.



4. PRODUÇÃO

Eu observei o trabalho de alguns colegas cujos trabalhos estavam mais adiantados que o meu e visando um melhor resultado estético no que tange a etapa de construção de uma maquete, me preocupei em manter uma certa proporção, e até mesmo um equilibrio estético com as outras obras, Foi usada uma cola de fixação de materiais porosos da Cascola, devido sua alta viscosidade e tempo prolongado de secagem, tive dificuldades para manter o acabamento de minha peça livre de residuos indesejados, vale lembrar que as pequenas imperfeições dos bits, suas pequenas diferenças de angulos e alturas são somadas ao se empilharem, resultando em falhas difíceis de se resolver quando se chega aos andares mais altos da construção, não é apenas empilhar blocos mas sim encontrar peças imperfeitas que se encaixem, como em um mosaico irregular.

5. RESULTADO FINAL

O projeto apesar de ter sido inicialmente calculado para ter duas torres, fora executado com apenas uma, pois não havia levado em conta que parte dos bits estava incrivelmente irregular, logo simplifiquei meu projeto para consumir menos peças, e apesar de ter pensado em pintar a obra com tinta em spray cinza, decidi mante-la em madeira crua para que ainda possa ser facilmente reaproveitada como brinquedo de montar.



Intervenção - Não é mais uma Amarelinha





1. PROPOSTA

A idéia deste projeto foi intervir de maneira ludica no dia a dia da comunidade de igatu, foi então proposta uma desconstrução (ou talvez uma super-construção) de uma brincadeira clássica: a amarelinha, este projeto logo se mostrou complementar á oficina de gizes gigantes, proposta pelo próprio professor piton. Estes gizes gigantes foram confecionados usando de tubos de papel dupla face como molde e gesso pigmentado como preenchimento, as próprias crianças do local participavam de sua produção e soltavam a imaginação riscando o chão da praça principal.

2. PRODUÇÃO

Surge uma problemática, após a primeira oficina a praça estava completamente tomada por desenhos e assinaturas, não havia mais espaço para obedecer ao projeto inicial, para então acumular a “bagunça” (detalhes à frente) em um só lugar. foi decidido que ao invés da amarelinha ser desenhada em uma outra praça vizinha, ela deveria se adequar aos desenhos e não vice versa..

A amarelinha teve aproximadamente 7 metros de comprimento e novos elementos foram incorporados em seu corpo , alguns blocos estavam separados( como ilhas ) fazendo nescessário que a criança saltasse de um para outro, estas novas mecânicas foram instantaneamente assimiladas, inclusive por crianças jovens demais para terem sido alfabetizadas, provando que instruções escritas como “pule” que antecediam estes obstaculos no percusso eram totalmente desnescessárias, as regras desta nova amarelinha já estavam de alguma forma no instinto destas crianças.

3. PROBLEMÁTICA(?)

Agora para explicar o uso do termo “bagunça” usado anteriormente, deve-se dizer que a comunidade de igatu, ou ao menos alguns de seus representantes não receberam muito bem a ideia de se riscar a praça, apesar de os gizes gigantes não usarem aglutinantes em sua composição, o que torna sua limpeza um processo bem mais simples, o impacto final causado não somente pela amarelinha, mas principalmente pelos desenhos resultantes.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A nossa proposta foi feita com o propósito de mostrar o quão importante Igatu-Ba é para os moradores da região. Com isso, tivemos a ideia de levar um pano branco e canetas de tecido para que as pessoas pudessem expressar o que a cidade representa para elas. Depois da criação desse "mural", o mesmo seria exposto em uma praça para que todos pudessem ver o trabalho e por fim esse presente seria dado para um professor para que ele guardasse como recordação dessa confraternização feita entre os alunos da Escola de Belas Artes da Ufba e os moradores de Igatu.
A ideia foi posta em prática no sábado, 02 de agosto,  quando foi feita uma visita à escola da cidade. Chegando no local, as crianças começaram a demonstrar seus sentimentos por Igatu através de palavras e principalmente desenhos. Depois o mural foi colocado na praça principal durante um dia inteiro.
Segue em anexo fotos da ação.

Anne Laís
Lívia Vilela
Mariana Netto



Exposição de varal fotoexpográfico

A exposição foi feita no Bar Igatu as fotografias tiradas na ilha de Itaparica-Ba foram expostas da mesma forma que ficam expostos os produtos do Bar, inclusive  a losna (losla, losca, losa).
A exposição de fotografias capturadas durante uma "ida a pesca". A curadoria entendeu a fotografia como uma caça submarina onde ficamos imersos em um meio buscando a imagem, quando vista deve-se mergulhar com cuidado para não perder a pesca e disparar o arbalete ( ou a câmera ) para a captura, depois recolher o arpão juntamente com a caça.

Gostariamos de agradecer ao Seu Agnaldo dono do bar, e premiado diamante de Igatu. Agradecemos toda sua simpatia ao receber a exposição e sua atenção durante a abertura da exposição. Como contrapartida seu Agnaldo recebeu uma das obras expostas, que ficará no seu mural permanente de fotos.